Registro fotográfico do parto

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Momento único para as mães, o nascimento de um filho agora é cada vez mais registrado por meio da fotografia, uma lembrança concreta que ajuda a eternizar na memória o verdadeiro milagre da vida.

Tendência ainda considerada recente, o registro fotográfico coincide com outra procura cada vez mais comum: o parto humanizado. Para a fotógrafa Ana Paula Dantas Felssner, a escolha do procedimento natural acaba aumentando também a procura pelo registro com imagens. “Alguns partos cesáreas, programados com antecedência, também tem sido registrados, mas acredito que com menor frequência”, observa.

Para o profissional que acompanha o parto, é necessário conseguir equilibrar a necessidade de captar esse momento sem perder os principais detalhes, mas sem se tornar invasivo tanto do ponto de vista médico quanto em relação à intimidade da mulher. Ana relata que para atingir esse equilíbrio, a escolha do ângulo é fundamental. “Busco um ângulo que me possibilite ter fotos boas, mas que exponha demais da mãe. Procuro ficar em algum ponto que não atrapalhe a equipe médica, a doula e o pai. Não fico invadindo o espaço deles por um clique. Assim, respeito e acabo sendo respeitada”, explica.

PREPARATIVOS

A presença do profissional de fotografia no momento parto exige alguns preparativos com antecedência, como a comunicação ou autorização do hospital. Em um caso recente registrado por meio de suas lentes, ela conta que não houve qualquer objeção e o procedimento ocorreu com muita tranquilidade. “A mãe avisou a médica e o hospital com antecedência de que teria uma fotógrafa e uma doula”, conta.

Normalmente quando se trata de parto normal, a fotógrafa participa dos preparativos um pouco do antes do nascimento, registrando os momentos das contrações, do carinho do marido, das variações de expressões da mãe, e depois, a partir do momento da ida ao centro cirúrgico. “E depois tudo ocorre com muita naturalidade”, resume.

Para isso, a fotógrafa não deixa de tomar cuidados básicos em relação à iluminação ou qualquer eventual outro tipo de desconforto. “Como trabalho com lentes claras, não tenho muitos problemas com isso. Além disso, não utilizo flash de forma alguma, pois atrapalha o momento. Capto a iluminação disponível e me adapto a ela”, acrescenta.

Apesar do seu foco ser o trabalho fotográfico, Ana se sente honrada cada vez que tem a oportunidade de presenciar o milagre da vida: o nascimento. “Não tem como descrever. É muita responsabilidade, mas é maravilho ter a oportunidade de registrar esse momento”.

REVINVENDO A EMOÇÃO

Mãe de Naômi, que nasceu em 15 de setembro de 2015, Aleteia Liborio de Lima conta que sempre sonhou que seu parto fosse fotografado, pois é apaixonada pelo acontecimento da gravidez. “Acho que é o milagre mais incrível que o corpo humano pode presenciar. O fato de o corpo ser programado para sustentar outro ser e depois se modificar e se abrir para colocar esse ser no mundo me encanta demais”, afirma.

Desde o começo da sua gestação, se preparou para o parto normal pesquisando, lendo muito e procurando quem conhecesse bem do assunto. Todas essas fontes de informação a levavam a crer que, apesar de ser um momento mágico, o trabalho de parto era muito intenso e provavelmente não lembraria depois de muitos detalhes importantes. “Foi quando minha grande amiga fotógrafa Ana Dantas me perguntou se eu gostaria que ela fotografasse o parto. Aceitei na hora”, recorda.

Para Aleteia, a importância de registrar o nascimento da filha foi justamente poder visualizar o momento quando tudo tinha passado. “Meu marido foi incrível, me apoiando, me dando força e me incentivando. Poder ver isso nas fotos, ou seja, fazendo carinho, segurando minha mão principalmente no centro cirúrgico, quando as contrações eram tão fortes, foi muito emocionante. Pude reviver tudo de forma ainda mais intensa”, conclui.

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